Uma celebração de duas décadas de história e da semente plantada em cada novo Agente Cultura Viva.
Há vinte janeiros, o Coletivo Digital aprendeu que a tecnologia, se não for livre, é apenas uma ferramenta de silenciamento, de aprisionamento. Mas, quando compartilhada, ela se torna o que sempre deveria ter sido: ponte, voz e território.
Neste ciclo de um ano, o processo de formação de nossos Agentes Cultura Viva não foi apenas um curso ou uma formação, foi uma experiência transformadora.
O Despertar da Consciência
No início, o olhar curioso. Descobrimos que a autonomia não nasce do manual, mas do desejo. Abrimos as “caixas pretas” das máquinas e nelas encontramos o reflexo das nossas próprias potências. Ser agente é entender que por trás de cada linha de código bate um coração comunitário, e que a liberdade tecnológica é o primeiro passo para a liberdade de sonhar.
O Meio do Caminho: A Forja do Coletivo
Ao longo dos meses, os bits se tornaram abraços. Entre telas e debates, as individualidades se dissolveram no “nós”. Vimos mãos que nunca haviam tocado a lógica de um sistema operarem a revolução. A autonomia deixou de ser uma palavra teórica para se tornar a prática de consertar, criar, publicar e resistir.
Cada encontro foi um tijolo na construção de uma rede que não depende de cabos submarinos, mas da solidariedade orgânica de quem habita o mesmo chão.
A Colheita: Vinte Anos em Cada Gesto
Agora, ao final deste ciclo, não entregamos apenas certificados. Entregamos um pedaço de uma história que pulsa há duas décadas. Os Agentes Cultura Viva que aqui se formam levam consigo o DNA do Coletivo Digital: a teimosia de acreditar que a tecnologia pode ser poética, que o acesso é um direito e que a autonomia é um bem comum.
Agora esses Agentes são curadores da memória, artesãos do presente e arquitetos de um futuro onde ninguém caminha sozinho. Ano que vêm tem mais, só não temos certeza quando.
